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Mário Gomes |
Vida e Obra
“A quem honra, honra”
(Romanos 13:7)
Por Marli de Jesus e Priscila M. C. de Oliveira
Mário Gomes nasceu em Iguape, no estado de São Paulo, a 12 de agosto de 1916. Filho de Eloy Gomes e Josepha de Oliveira Gomes, foi criado no interior, freqüentando os cultos da igreja Presbiteriana com seus pais. Tinha oito irmãos e foi casado com Dona Laudicena Gomes, desta união nasceu sua filha Mirian. Ficando viúvo muito cedo, casou-se então com Dona Maria Cândida de Alcântara Gomes. Durante vinte anos foi organista da igreja Presbiteriana.
No ano de 1954 quando Harold Willians e Raymond Boatrigth chegaram a São Paulo com o
movimento da Cura Divina e armaram a tenda no bairro da Água Branca, ele e sua
esposa começaram a freqüentar as reuniões desde o primeiro dia, e nunca mais
deixando a Igreja do Evangelho Quadrangular.
O Sr. Mário era Aspirante ao Ministério, mas nunca foi um pregador, seu ministério era a música, era com seu órgão que pregava. Gostava de conversar com os jovens e era um ótimo conselheiro.
A missionária Louise Lynne Aerl, uma professora americana que trabalhou no Brasil durante 44 anos, trouxe um órgão Hamnond doado pela missão nos Estados Unidos. Desde a chegada deste órgão ele se tornou o organista oficial da Cruzada.
A primeira vez em que tocou foi numa situação no mínimo curiosa. As tendas ficavam literalmente lotadas e cada um se acomodava como podia, o Sr. Mário ficava sempre próximo ao órgão e logo notou que a organista não sabia utilizar todos os recursos que o instrumento possuía. Pediu licença então e sentou-se no tablado, de onde, com as mãos, começou a tocar os pedais, auxiliando a organista.
Sua atitude foi tão inesperada que o pregador surpreso, olhando pra trás admirado com a vibrante harmonia que de repente brotava do instrumento, fez um sinal mostrando que gostara da mudança.
Aquela foi a primeira vez em que o irmão Mário tocou aquele órgão, depois disto ele usou e cuidou daquele instrumento durante 44 anos. Esse casal (Mário e Maria Cândida) está entre as primeiras pessoas que conheci na Igreja Quadrangular e me habituei, desde criança, a vê-lo sentado junto ao órgão. Era primeira visão que tínhamos a cada domingo: o irmão Mário abrindo o órgão. Ele chegava sempre mais cedo e começava a tocar belos hinos para o deleite dos irmãos que iam entrando no templo e aproveitavam aqueles momentos para orar e meditar na palavra, inspirados pelo som produzido por aquelas teclas.
O menino de Iguape, que começara a tocar aos cinco anos de idade, iria exercer este ministério precioso durante sessenta e quatro anos. Com o passar do tempo na igreja Sede, em São Paulo, muitas pessoas tocaram aquele instrumento, mas ninguém o fazia como o irmão Mário. Foi para o Senhor aos 86 anos de idade.
Esta é uma homenagem do Departamento Histórico da IEQ a um fiel e diligente servo do Senhor que gastou sua vida louvando a Deus e sendo um precioso amigo nas horas de necessidade.
“...Amigo mais chegado do que um irmão” (Provérbios 18:24).
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