Luis Carlos Pinto

 

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Biografias

Vida e Obra

Por Marli de Jesus e Priscila M. C. de Oliveira

Luiz Carlos Pinto nasceu na cidade de Marilia, no estado de São Paulo, no dia 17 de janeiro de 1944. Filho de Omar Pereira Pinto e Josefa Alves Pinto, casou-se com Vera Lucia de Andrade Pinto e teve dois filhos, Fabio Leonardo e Neila.

Foi vereador na cidade de Campinas, superintendente, vogal e tesoureiro do Conselho Nacional de Diretores e evangelista. Fundou igrejas na cidade de São Leopoldo e Novo Hamburgo, no estado do Rio Grande do Sul e em São Bernardo, na cidade de Campinas, no estado de São Paulo.

Pertence à segunda geração de pastores da Igreja do Evangelho Quadrangular, conforme citado no livro Memórias de George Russel Faulkner (página 110), fez parte do grupo de jovens pioneiros que deu novo impulso à abertura de obras nos anos sessenta. Desse grupo de jovens fazem parte também Antonio Genaro, Mário de Oliveira, Josué Bengtson e outros.

A princípio, Luiz pediu ao Conselho Nacional uma nomeação para a cidade de Novo Hamburgo, mas chegando lá encontrou as portas fechadas. Nada conseguia, nem programa de rádio nem mesmo um hotel para hospedar-se. Decepcionado, decidiu ir a Porto Alegre e aguardar nova decisão do CND.

Durante o percurso o ônibus passou por dentro da cidade de São Leopoldo. Observando a cidade sentiu imensa vontade de ficar ali. Deus parecia falar ao seu coração. Sem perda de tempo desembarcou e tudo foi diferente: um hotel lhe deu crédito para hospedagem e a rádio local concedeu-lhe horário para programa sem qualquer embaraço.

Foi pregar em praça pública. De pé sobre um banco o pregador afirmava: “Agora, irmãos, todos vamos concentrar nosso pensamento em Deus pois o missionário vai fazer a oração e Deus vai curar pessoas aqui.” Sentindo que Deus ia operar alguma coisa diferente o pregador começou a orar fervorosamente enquanto a multidão compenetrada mantinha os olhos fechados, em atitude respeitosa. Repentinamente uma mulher começou a dar gritos e ele terminou sua oração. A mulher  aproximou-se chorando, e explicou: “Missionário, quando o senhor pediu para as pessoas todas fecharem os olhos, eu não pude fechar meus olhos, porque eu era cega. Há 25 anos não enxergava nada. Mas quando o senhor começou a orar, eu comecei a sentir alguma coisa a arder dentro de minhas vistas, e comecei a piscar muito. Sentia que os meus olhos estavam lacrimejando e comecei a piscar mais forte, sentindo que alguma coisa saía de cima de minhas vistas, e agora estou vendo perfeitamente.”

A essa altura, a fé de muitas pessoas fora despertada e uma onda de poder do Espírito Santo percorreu a multidão. A obra em São Leopoldo estourava em definitivo. Ainda naquela mesma noite, um outro milagre aconteceu. Um moço paralítico e endemoninhado há 18 anos, assentado numa cadeira de rodas, teve um acesso de possessão. Esse moço era muito conhecido na cidade e foi liberto após a oração.

Muita gente assistiu ao fato, inclusive muitos estudantes que retornavam das aulas. São Leopoldo é uma cidade universitária. O moço que antes nunca havia andado levantou-se e saiu caminhando. No dia seguinte esse fato era comentado pelos jornais da cidade e a obra da Cruzada estava implantada em mais uma cidade gaúcha. Posteriormente, dada a grande afluência de público, o trabalho foi transferido para um grande terreno, que passou a ser chamado “campo da benção”, como em outras ocasiões.

Ainda pastoreando São Leopoldo, Luiz Carlos abriu a obra em Novo Hamburgo. Antes, Deus mesmo impedira, pois não era a hora de abrir aquela obra ainda, mas agora as coisas foram mais fáceis. Um programa na rádio foi obtido por um preço mais barato e ele conseguiu um “campo da bênção” gratuitamente, no centro da cidade. Um grande templo foi construído naquela cidade. Luiz Carlos permaneceu durante três anos em São Leopoldo, como diretor do campo missionário do Vale dos Sinos.

Em 1972 Luis foi transferido para a igreja de Assis, no estado de São Paulo, e pastoreou aquela igreja pouco mais de um ano, com resultados positivos. Em 1974 foi transferido para a cidade de Campinas, também em São Paulo e em 2003 foi transferido para Santa Catarina.

Foi Terceiro Vice-Presidente do Conselho Nacional de Diretores, Coordenador Nacional do Diaconato, Superintendente e pastor em São José do Barreiro, na cidade de Florianópolis, estado de Santa Catarina.

 

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