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Louise Lynne Aerl |
Vida
e Obra
Por Marli de Jesus e Priscila M. C. de Oliveira
A Missionária Louise Lynne Aerl nasceu em Weiko, nos Estados Unidos da América, no dia 10 de agosto de 1924. Aceitou a Jesus como salvador de sua vida no colo de sua bisavó, aos nove anos de idade. Na sua adolescência sofreu uma queda de um cavalo e um coice do animal a deixou paralítica. Após oito anos em uma cadeira de rodas foi curada em uma campanha da fundadora da IEQ.
Decidiu então estudar na faculdade Life Bible
College e preparar-se para o ministério. Durante um retiro no verão de 1950,
realizado nas montanhas ao redor da cidade de Los Angeles, fez um jejum de
dezoito dias, durante o qual, orando e meditando na palavra, teve um chamado
específico de Deus para vir ministrar a palavra no Brasil.
Formou-se no Life Bible Colege e foi consagrada ministro do Evangelho no ano de 1954. Inscreveu-se no gabinete de Missões como candidata a ser missionária no Brasil. Foi separada como missionária no ano de 1956, sendo enviada no ano seguinte rumo ao Brasil.
Desembarcou no porto de Santos no dia 21 de junho de
1957. A jovem missionária foi provada principalmente pelas saudades do lar e da
família, mas foi vitoriosa. Confidenciou a uma amiga que “o chamado específico
e as experiências com Deus naquele verão de 1950 foram a razão de ter
suportado e permanecido fiel”.
Ao voltar em férias aos EUA após cinco anos no Brasil passou outra dura prova. A alegria de ser recebida com festa e com carinho pelos amigos e família foi interrompida com a súbita doença que acometeu sua mãe. O derrame, seguido de dois ataques cardíacos, transformou as férias em um tempo de dedicação ao lado de um leito tratando da enferma. O tempo passou e estava chegando a hora de voltar ao Brasil.
A missionária Louise disse a sua mãe: “Não posso
ir e deixar a senhora assim, nesta situação”. A resposta de sua mãe foi:
“Minha filha, se você não for eu nunca levantarei desta cama”. Foi assim
que, alguns dias depois, ela embarcou de volta ao Brasil, mesmo com o coração
apertado e a preocupação de estar deixando sua querida mãe doente. Mas, como
para Deus nada é impossível, na primeira carta que recebeu logo após sua
chegada veio a notícia: “Filha querida, estou curada, fora da cama e fazendo
as minhas tarefas”.
Seus alunos costumavam ouvir dela muitas frases
marcantes. Uma delas era para enfatizar a responsabilidade e cobrar deles o
resultado, e dar uma idéia de como seria difícil o aprendizado. Com seu
sotaque ela exclamava: “Uh, eu vai apertar vocês com quatro parafusos na
parede”.
Nós, os brasileiros, nos acostumamos a chamá-la de missionária Louise; seus alunos a chamavam de dona Louise. Ela falava um português inteligível, mas não era uma oradora eloqüente. Falava baixo e devagar. Mas o que lhe faltava em eloqüência Deus compensava com a autoridade e o poder do Espírito Santo.
Exerceu seu ministério durante quarenta e dois anos
pregando, lecionando, aconselhando. Orava e estudava, estudava e orava muito. Não
subia num púlpito para pregar sem ter orado ao menos por oito horas em preparação.
Com sua voz suave silenciava o mais barulhento auditório. Alguém disse uma vez:
“Pode-se ouvir um mosquito voar quando dona Louise está pregando”.
Foi professora de Pentateuco, Doutrinas, Epístolas Paulinas e Velho Testamento. Foi vice-diretora do IBQ. Na igreja sede atuou como professora da EBD. Viajou a muitas cidades no território brasileiro para pregar em congressos, convenções e para ministrar aulas no IBQ por extensão.
Faleceu na cidade de São Paulo no dia 11/05/1999, e foi sepultada no cemitério da Paz.
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